Passaram-se meses, uma infinidade de tempo não sei quanto tempo passou que não fosse um tormento. Noites mal dormidas a reviver memórias e milhões de horas perdidas a pedir-te em pensamento para que para mim voltasses.
Perdia-me a pensar se estarias bem, a sonhar que precisavas de mim. Passava o meu tempo a tentar não escrever, a tentar lutar comigo mesma a dizer-me a mim própria que seria em vão tanta preocupação. Passei muito tempo a tentar esquecer-te, mas não fui capaz. Não saías de mim, não querias desenterrar-te do meu coração, ele não te liberou, não te deixou seguir e aquela voz continuava a pulsar dentro de mim a chorar intensamente.
Acordava sobressaltada a pensar em dar-te um bom dia, e chorava com o gelo que me perfurava o coração. A realidade que me ordenava que seguisse em frente. O chão tremia-me e a memória arrefecia-me.
Tive que apagar tudo teu, as tuas fotos, as tuas mensagens do meu telemóvel. Tinha de me proibir a mim própria de te ver. Apaguei até o teu número para não te dizer mais nada. Mas o meu subconsciente foi longe demais e descobriu um registo recente no qual tinha o teu número e impulso do coração exigiu de ti uma explicação. E assim mais um tempo se passou, até que o teu coração para ao pé do meu voltou.

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